Agora
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Fotografia DOIS
AGORA: uma comédia sobre o instante de uma tragédia. Houve um ataque terrorista no teatro, e dois espetadores, um homem e uma mulher, acabam lado a lado, a fazer de mortos, transidos de medo. Já terá passado o pior? Poderão falar? Nunca se sentiram tão assustados, tão esvaziados, tão vivos, tão próximos de alguém. O que é que isso fará deles? E o que é que eles farão disso?
Nota de Jacinto Lucas Pires
Na sequência dos ataques terroristas em Paris — nomeadamente, o ataque ao Bataclan, uma sala de espetáculos —, o teatro, ou, de forma mais ampla, a interpretação ao vivo, aparece aos nossos olhos mais como é: um perigo.
Na sequência dos ataques terroristas em Paris — nomeadamente, o ataque ao Bataclan, uma sala de espetáculos —, o teatro, ou, de forma mais ampla, a interpretação ao vivo, aparece aos nossos olhos mais como é: um perigo.
Escrevi também um ensaio para a revista Granta, Ensaio aberto, onde partia de uma citação da peça Grupo de vanguarda, de Vicente Sanches, para pensar o que era e o que podia ser o teatro hoje. A citação: “Todo o teatro — deve ser terrorista”, “todo o verdadeiro terrorismo — é verdadeiro teatro”.
Agora seria o ponto de chegada desse questionamento. Ou o ponto de interrogação dessa caminhada. Dois espetadores, em perigo de vida no lugar sagrado do teatro, revelam-se — e nós com eles?
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto
Jacinto Lucas Pires
Encenação
Ivo Alexandre
Interpretação
Anabela Faustino e Ivo Alexandre
Produção
Ninguém
Estreia a 2 de março de 2018 — Casa das Artes de Arcos de Valdevez — Arcos de Valdevez