Fotografia de José Pires
Quando o Telefone Toca, uma dramaturgia do quotidiano
Quando o Telefone Toca segue o interesse que Franz Xaver Kroetz tem por criar fábulas cruéis que expressam a desumanização das leis da sobrevivência da vida moderna, sob a forma de retratos inofensivos da vida quotidiana, potenciando o desenvolvimento de um drama trágico intenso. Neste quotidiano não existem palavras. São as ações hiper-realistas em cadeia que constroem o ambiente estéril e ordenado da Senhora Rasch. O desejo de ordem, o silêncio quebrado pelo som da rádio, provoca-nos desconforto e dúvida mesmo antes de percebermos o desfecho trágico daquela mulher - o suicídio surge como uma atividade normal da vida quotidiana, sem qualquer tipo de transição, reflexo da incapacidade de resistir.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto
Franz Xaver Kroetz
Encenação
Miguel Loureiro
Interpretação
Anabela Faustino
Desenho de Luz
Rui Seabra
Desenho de Som
Pedro Baptista
Cenografia
João Ribeiro
Figurinos
Ana Simão
Tradução
Maria Adélia Silva Melo
Vídeo e Fotografia
José Pires
Produção
DOIS
Produção Executiva
Ivo Alexandre
Gestão Financeira
Tiago da Câmara Pereira